Thursday, February 15, 2007

CALL CENTRU - ATTO II

Come immaginavo, la II settimana di lavoro é davvero hard core, almeno per la mia gola e per l'atrofia cerebrale che la sta caratterizzando. Le pause non sono mai abbastanza e in diversi cominciano a chiedersi e chiedere circa la possibilità di ridurre le 8 ore ad un part-time.

Ho fatto una botta di conti: guadagniamo 2,33 euri/H. Supposto che in un'ora di lavoro recuperiamo circa 100 unità con le nostre telefonate, potenzialmente ognuno di noi, come minimo, in un'ora, riduce la perdita dell'impresa di 400 euro.

400 euro, metti anche 300, VS 2,33.

Golia e Davidinho.


Commenti

Re: CALL CENTRU - ATTO II
Paco says "voltamos à idade media"...io dico "é stata tutta una grande illusione".
Grazie Silvia per la poesia tua di esserci qui con me e per quella che mi hai messo di Jaques...
io | 02/03/2007, 16:38

Re: CALL CENTRU - ATTO II
Lo sforzo umano
Lo sforzo umano
non è quel bel giovane sorridente
ritto sulla sua gamba di gesso
o di pietra
e che mostra grazie ai puerili artifici dello scultore
la stupida illusione
della gioia della danza e del giubilo
evocante con l'altra gamba in aria
la dolcezza del ritorno a casa
No
Lo sforzo umano non porta un fanciullo sulla spalla destra
un altro sulla testa
e un terzo sulla spalla sinistra
con gli attrezzi a tracolla
e la giovane moglie felice aggrappata al suo braccio
Lo sforzo umano porta un cinto erniario
e le cicatrici delle lotte
intraprese dalla classe operaia
contro un mondo assurdo e senza leggi
Lo sforzo umano non possiede una vera casa
esso ha l'odore del proprio lavoro
ed è intaccato ai polmoni
il suo salario è magro
e così i suoi figli
lavora come un negro
e il negro lavora come lui
Lo sforzo umano no ha il savoir-vivre
Lo sforzo umano non ha l'età della ragione
lo sforzo umano ha l'età delle caserme
l'età dei bagni penali e delle prigioni
l'età delle chiese e delle officine
l'età dei cannoni
e lui che ha piantato dappertutto i vigneti
e accordato tutti i violini
si nutre di cattivi sogni
si ubriaca con il cattivo vino della rassegnazione
e come un grande scoiattolo ebbro
vorticosamente gira senza posa
in un universo ostile
polveroso e dal soffitto basso
e forgia senza fermarsi la catena
la terrificante catena in cui tutto s'incatena
la miseria il profitto il lavoro la carneficina
la tristezza la sventura l'insonnia la noia
la terrificante catena d'oro
di carbone di ferro e d'acciaio
di scoria e polvere di ferro
passata intorno al collo
di un mondo abbandonato
la miserabile catena
sulla quale vengono ad aggrapparsi
i ciondoli divini
le reliquie sacre
le croci al merito le croci uncinate
le scimmiette portafortuna
le medaglie dei vecchi servitori
i ninnoli della sfortuna
e il gran pezzo da museo
il gran ritratto equestre
il gran ritratto in piedi
il gran ritratto di faccia di profilo su un sol piede
il gran ritratto dorato
il gran ritratto del grande indovino
il gran ritratto del grande imperatore
il gran ritratto del grande pensatore
del gran camaleonte
del grande moralizzatore
del dignitoso e triste buffone
la testa del grande scocciatore
la testa dell'aggressivo pacificatore
la testa da sbirro del grande liberatore
la testa di Adolf Hitler
la testa del signor Thiers
la testa del dittatore
la testa del fucilatore
di non importa qual paese
di non importa qual colore
la testa odiosa
la testa disgraziata
la faccia da schiaffi
la faccia da massacrare
la faccia della paura.
Jacques Prévert
silvia | 02/03/2007, 10:54
Re: CALL CENTRU - ATTO II

Si accettano commenti in portoghese???
quest'articolo è mesmo sulla PT Contact...pubblicato sull' "Avente!" di qualche tem
po fa:
Prémios milionários para administradores da PT
A paga do capital
Em prémios de mérito, os que administram a Portugal Telecom a bem do capital financeiro decidiram pagar-se abundantemente. O presidente executivo, Miguel Horta e Costa, premiou-se com meio milhão de euros (cem mil contos) e até recebeu mais cedo.

Os administradores foram igualmente premiados com valores bastante elevados, a atingirem os 200 e 300 mil euros (40 e 60 mil contos). A denúncia foi feita ao Avante! por camaradas da célula de Telecomunicações de Lisboa do PCP, que assinalaram com indignação o contraste com os prémios atribuídos aos trabalhadores, principais responsáveis e obreiros dos resultados, e com a forte contenção de despesas aplicada nas áreas não financeiras.
Os prémios pagos a alguns trabalhadores não compensam, de forma alguma, as concessões que lhes foram exigidas para este ano, mais uma vez, receberem umas míseras centenas de euros. Valeriam muito mais os direitos alienados, as horas extraordinárias que não são pagas, os elevados ritmos e objectivos de trabalho que são impostos, o tempo de lazer e de vida familiar e pessoal que é subtraído.
Entre os que, agora como em anos anteriores, não têm direito a qualquer prémio, encontram-se os comunistas e outros trabalhadores que, conhecendo de antemão os custos da sua opção, persistem no esforço de mobilização, organização e luta em colectivo, por outra gestão na PT e outra política no País.

Critérios

Os prémios de desempenho, na PT como em outras empresas, têm por objectivo principal reduzir o peso relativo da remuneração fixa da generalidade dos trabalhadores. Como referiram os camaradas da célula de telecomunicações, até é admitido por alguns responsáveis que este tipo de pagamentos pode ser injusto e perverso.
A remuneração variável funciona como mais um elemento, com grande peso, na política que procura agravar a exploração dos trabalhadores, especialmente dos mais jovens, criando um ambiente de chantagens, ameaças, denúncias e um carreirismo acrítico. Esta visão de extrema-direita predomina, acusam os comunistas, entre os altos dirigentes da empresa e, sobretudo, na área de gestão de recursos humanos. Quem mais defende estes princípios – os chamados meritocratas – sabe que vai receber a parte de leão dos prémios.
Para os trabalhadores da PT, existe o Sistema de Mérito e Desempenho, onde tem peso determinante o critério do «absentismo». Até este ano, havia instruções para contar como «absentismo» uma série de ausências que são admitidas e justificadas, quer pela lei, quer pelo Acordo de Empresa da PT Comunicações (os comunistas continuam a defender que este AE deve ser aplicado em todas as empresas do grupo): situações de luto, acidentes de trabalho, assistência na maternidade e paternidade, obrigações de bombeiros voluntários, actividade em organizações representativas dos trabalhadores, direitos de trabalhadores-estudantes.
Para os quadros de topo (direcções e administração), funciona o Sistema de Gestão e Liderança, sem exigências de tal tipo. Neste caso, o sistema de prémios serve para justificar o pagamento de verbas avultadas, com a anuência do capital financeiro (os grandes accionistas), àqueles que sempre colocam como prioridade alcançar o lucro rápido.
Com esta orientação, a PT e as telecomunicações só têm importância, na medida em que sirvam para aumentar o valor accionista. Este objectivo é alcançado, fundamentalmente, à custa dos utentes e clientes (através do aumento das tarifas e da degradação da qualidade do serviço), da economia nacional (através de artifícios e benefícios que diminuem os impostos e anulam o contributo da empresa para causas nacionais, como o combate às assimetrias regionais) e dos trabalhadores (com actualizações salariais que ficam aquém da inflação e ignoram os ganhos de produtividade, com redução de direitos e precarização do emprego).
A contenção de custos, como referiram os camaradas da célula, atinge a higiene, segurança e saúde no trabalho, leva ao fecho de infantários, cantinas e bares, impede a saída de equipas de trabalho externo porque as viaturas não são reparadas ou não efectuam a inspecção periódica obrigatória. Há cortes nas compras de equipamentos e ferramentas e, até, de papel higiénico. Obras de conservação de edifícios ficam por fazer e faltam condições dignas de funcionamento em vários locais de trabalho.
Aos executores desta política não se aplica a contenção. Além dos salários chorudos e largas benesses, ao longo do ano, guardaram para si a fatia de leão na distribuição dos prémios anuais.
Esta deveria ter ocorrido, de forma generalizada, no final de Abril. Por motivos que eventualmente seriam de ordem técnica, o processamento das verbas foi adiado para os primeiros dias de Maio. A única excepção foi o presidente da comissão executiva, que recebeu sem qualquer adiamento.
Daniel | 16/02/2007, 11:45

Re: CALL CENTRU - ATTO II
é tutto vero.
ieri é arrivato il sindacato a darci i volantini.
vedremo quanto resisteremo.
anita | 16/02/2007, 11:22

Re: CALL CENTRU - ATTO II
Umanità Nova, numero 5 del 13 febbraio 2005, Anno 85
Nel limbo dei call-center
"Buongiorno sono uno sfruttato, come posso esserle utile?"
Quando si parla della flessibilità come del paradigma economico ed esistenziale che caratterizza il mondo del lavoro nelle società post-industriali, si fa riferimento ad una vecchia e consolidata dinamica: lo sfruttamento dell'uomo sull'uomo. Cambiano i tempi, cambiano le definizioni ma la solfa è quella di sempre.
Ed è così che in quest'epoca di frenetiche e convulse comunicazioni globali, i luoghi più emblematici dell'alienazione post-moderna siano i call-center, cioè quelle maxi-centrali in cui vengono inghiottiti migliaia di giovani condannati a contattare telefonicamente il maggior numero di clienti per conto di un'azienda.
Ecco come funziona in una grande città del meridione d'Italia, Palermo.
Una grande azienda di telecomunicazioni che gestisce un call-center, la Cos.Med, stipula un contratto con un grande gestore di telefonia mobile e fissa, Wind-Infostrada: il compito degli operatori del call-center Cos.Med è quello di vendere e attivare gli abbonamenti telefonici per conto di Wind.
Dopo un faticoso periodo di formazione (dalle sei alle otto ore al giorno non retribuite per quindici giorni) si comincia: il contratto (le cui condizioni sono rese note solo alla fine della formazione) prevede un compenso di 5 euro per ogni prodotto venduto (l'attivazione di un abbonamento telefonico) e trenta centesimi di euro per ogni telefonata ricevuta purché la conversazione duri più di venti secondi. Non c'è un gettone fisso di presenza, e infatti ciò che viene ripetuto continuamente durante la formazione è che più si lavora e più si guadagna.
La tipologia contrattuale è denominata LAP (lavoratore a progetto) laddove per "progetto" s'intende l'attività prevista per un determinato periodo di tempo. Il lavoratore è autonomo ma - allo stesso tempo - ha sottoscritto un contratto con il gestore del call-center ed è tenuto a rispettarne regole e condizioni. Massima flessibilità anche per quanto riguarda le modalità di risoluzione del contratto: il preavviso minimo di tre giorni a disposizione del lavoratore per lasciare il posto è speculare al diritto di licenziamento in tronco con il medesimo preavviso da parte dell'azienda.
Si lavora sei ore al giorno per cinque giorni: i due giorni di riposo variano di settimana in settimana sulla base di una matrice definita in partenza. Si ha diritto a un quarto d'ora di pausa ogni due ore. Non c'è una mensa per i lavoratori e - se vuoi mangiare - devi portarti il pranzo da casa o scendere alla panineria più vicina.
Su tutto vigilano i "team leader" (capi reparto), che sovrintendono allo svolgimento del lavoro e ti redarguiscono in caso di errori.
Dentro al call-center non ci sono divise o uniformi di lavoro, ma solo cartellini di riconoscimento. Tutto è impregnato di una stucchevole e artificiosa informalità e tutti si danno simpaticamente del tu. I team-leader, con fare amichevole e quasi premuroso ti chiedono quotidianamente la tua disponibilità allo "strao", lo straordinario. Certo, puoi anche rifiutarti di andare a lavoro anche nei giorni liberi o di allungare il tuo turno, ma di questo i team-leader tengono doverosamente conto: un lavoratore poco produttivo e poco disposto ad allungare i suoi flessibili orari di lavoro non è utile ai fini aziendali.
Parlare al telefono per sei o otto ore di fila non è mica facile: non solo bisogna saper mantenere i nervi saldi sempre e comunque, ma si deve stare attenti al controllo aziendale che si presenta sotto forma di telefonate-civetta che verificano se quanto dici è corretto o conforme alle direttive impartite. Per di più, ogni telefonata deve aprirsi e chiudersi con espressioni di cortesia recitate a memoria.
L'età media dei lavoratori del call-center è piuttosto bassa: studenti universitari, neolaureati, diplomati, giovani dai ventidue ai trentacinque anni… donne e uomini.
Uno spaccato sociale di quel precariato costituito da quella manodopera cosiddetta intellettuale che viene schiacciata nel limbo dell'incertezza e del ricatto costante.
Quel che è peggio, è che il sentimento più diffuso è quello della consapevole rassegnazione: tutti sono coscienti dello sfruttamento subito, ma ciò che prevale è l'interesse per un'occupazione che - seppur per poco tempo - rappresenta un'occasione di guadagno.
Ed è forse questo il risultato più inquietante in termini di devastazione sociale: dentro il call-center non c'è nulla di simile alla solidarietà di classe. La precarizzazione è legittimata e accettata come un dato di fatto, e la naturale ciclicità con la quale viene rinnovato il personale lavorativo attraverso scadenze di contratti semestrali e periodici licenziamenti, impedisce che si possa sedimentare nel tempo quel senso di appartenenza a una categoria che è poi il primo passo per la rivendicazione di maggiori diritti.
I call-center sono luoghi in cui è sperimentata la precarizzazione di massa nella sua forma più subdola e accattivante che dietro le mentite spoglie della freschezza, dei sorrisi smaglianti e dell'efficientismo dal sapore anglosassone, nasconde una ben più dura realtà fatta di disagi, sottomissione, sfruttamento e negazione dei diritti.
Un precario
Daniel | 16/02/2007, 08:18

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