Thursday, October 18, 2018

umarella senza volere

Lisboa centro, Lisboa bonita.
La faccia te la sei lavata.
Dei marciapiedi non ti frega,
Se il bobi la cacca sfrega.
Tutta un trapano,
Tutta un martello,
Tutta un'impalcatura,
Tutta un pennello.
La bambina non mi dorme,
Ha paura dei rumori
Dei vostri aitanti muratori,
Pure mi suonano al campanello,
Per entrare dal portello.
In questa vostra folle gara
Per veder chi l'ha più alto,
Per veder chi l'ha più bello,
Chi più soldi prenderà,
Chi per primo venderà.
Ma andatevene un po' anche a cagà!

Friday, October 12, 2018

se divento statua

- Quando ficares estátua para sempre eu vou chorar muito. - disse, secando as lágrimas, antes de deixar o sono chegar.
- Não penses nisso, amore, vai ser só daqui a muito tempo, quando eu for muito velhinha.
- Não, também se fores muito velhinha, vou chorar muito. Tu nunca podes ficar estátua.
- Ok. Estátua não vou ficar. 
Um bocadinho, literalmente, não disse uma mentira. Só por ele ser tão poeta. 

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- Quando diventerai statua per sempre io piangerò molto. - disse, asciugandosi le lacrime, prima di lasciare arrivare il sonno.
- Non ci pensare, amore, sarà solo tra tanto tanto tempo, quando io sarò molto vecchietta.
- No, anche se sarai molto vecchietta, io piangerò molto. Tu non potrai mai diventare una statua.
- Ok. Statua non diventerò.
Un po', letteralmente, non ho detto una bugia. Solo perché lui é tanto poeta.

Wednesday, October 10, 2018

La Pianura, se non la conosci.

Oggi mi sono nuovamente resa conto di come è particolare questa cosa piatta, per chi non ci nasce e la deve interpretare.
Come sempre, dove manca la conoscenza subentra, inevitabilmente, la fantasia, pur sempre filtrata dall'esperienza e dall'impazienza di arrivare, di arrivarci, di capire.
Stamattina c'era nebbia, non è che non si vedesse un tubo, ma.

Eravamo diretti a PortoGaribaldi, per Iago: "a praia".
In macchina, per la superstrada, l'orizzonte come lo vedeva lui, abituato alla "terra gobba", sempre almeno un po', quella linea fosca così piatta e scura, era già il mare.
Ogni casolare, siepe spalmata o grosso albero in lontananza, era già una nave o "um barquinho"; ogni torre dell'alta tensione un faro, i campi arati la spiaggia, i campi, ancora verdi, "um campo de futebol". 


Ora, al ritorno, il sole splende e lui dorme. Poi gliela mostro questa foto.

Dovesse insistere, occhiali.

Tuesday, October 9, 2018

Ferrara-Lisboa, passaggio sotto un albero.

La mia città, nella conca d'oro dell' inquinamento europeo, finge e bene, con i suoi splendenti alberi, quasi ovunque si guardi.
Se penso a Lisboa e al verde che ha, a volte solo a crescere clandestino tra i sampietrini della calçada.


Monday, October 8, 2018

Incontri autunnali nella pianura antica.

Bambini quasi addormentati, avevo già immaginato una buona parte della nottata: luce soffusa, l'avrei, finalmente, trascorsa a leggere quel bel giallo.
Invece, "bzzzzzzz", si è palesata lei: la cimice.

La mia reazione primordiale ha spaventato Iago. Il mio terrore antico. La mia voglia di chiamare mio papà, che me le toglieva sempre dalla stanza quando vivevo qui.
Si è però nascosta subito, la subdola "cimicia" bastarda.

Alcune mezz'ore più tardi, dopo aver sonnecchiato io con un occhio solo, è risbucata fuori con il suo rumore diabolico, ma finalmente sapevo dove fosse.
Così, come un'agile leonessa che difende la sua prole, sono scattata nel cuore della notte, a prendere un pezzo di scottex.
Tornata, era sparita di nuovo, merda.

È ancora tra noi, nella stanza, da qualche parte. Vicina a me e ai miei piccoli.
Brrrrrrrrrrrrrr.
A I U T O.

Sunday, October 7, 2018

Incontri autunnali nella pianura antica

Bambini quasi addormentati, avevo già immaginato una buona parte della nottata: luce soffusa, l'avrei, finalmente, trascorsa a leggere quel bel giallo.
Invece, "bzzzzzzz", si è palesata lei: la cimice.
La mia reazione primordiale ha spaventato Iago. Il mio terrore antico. La mia voglia di chiamare mio papà, che me le toglieva sempre dalla stanza quando vivevo qui.
Si è però nascosta subito, la subdola "cimicia" bastarda.
Alcune mezz'ore più tardi, dopo aver sonnecchiato io con un occhio solo, è risbucata fuori con il suo rumore diabolico, ma finalmente sapevo dove fosse.
Così, come un'agile leonessa che difende la sua prole, sono scattata nel cuore della notte, a prendere un pezzo di scottex.
Tornata, era sparita di nuovo, merda.
È ancora tra noi, nella stanza, da qualche parte. Vicina a me e ai miei piccoli.
Brrrrrrrrrrrrrr.
A I U T O.

Saturday, September 29, 2018

presentazioni al termine di un'estate tardia

Ciao, sono Anna, vado in giro con le camicie al contrario, ho i capelli da gattara e, nonostante la tonsillite e il caldo bestia, il mio cervello dice al mio corpo, che dato che è fine settembre, ha tanto bisogno di cioccolato per prepararsi all'inverno. In compenso, mi nascondo a mangiarlo in dispensa, per non dare il cattivo esempio ai bambini.

Friday, September 28, 2018

9 mesi. Oltre l'esogravidanza.

9 mesi anagrafici, Alice, che sei anche Clementina perché sì, basta guardarti, con i tuoi riccioli a punto interrogativo.
Hai il primo antibiotico nel frigo e non fai troppe storie, o magari sono io bravissima a dartelo, tutte esperienza, io e te.
E mi vuoi dare il pane, spazzolare i capelli e provare la febbre, tesoro, sì, fai così, prenditi cura di me, che quegli altri due non so mica, ormai non mi sopportano più.

Friday, September 14, 2018

Post em português, conflitos.

Portugal não é um país de conflitos.
Ou pelo menos não é um pais que goste de se representar como tal. O meu país é, sempre foi, e cada dia está a dar-me mais desgostos. Mas não é de Itália que vou falar hoje. Pago aqui os meus impostos, os meus filhos crescem aqui, mesmo que o meu português ainda não esteja tão bom como o da maioria dos portugueses.
Aqui, na TV, de vez em quando, vemos a Assunção a dar-lhe nas orelhas ao António e ele minimizar assim-assim, ou algum bastonário ou sindicalista estar mais ou menos aborrecido com este ou o tal corte ou adiamento de subida das carreiras (mais um).
Finito.
Ninguém, em Portugal, se chateia mais.
Isto toca em mim profundamente a todos os níveis.
Desde logo é muito frustrante, porque eu me chateio e deveras muito. Sobretudo quando tenho que ir tratar de papeladas.
Nunca-mas-nunca recebo a mesma informação se eu tiver a mesma perplexidade duas vezes.
Nunca-mas-nunca consigo ter um papel direitinho à primeira.
Sina, Fado, falta de jeito meu, talvez. Mas falando com vocês se calhar não é bem essa ultima hipótese.
Vocês também sofrem! Eu oiço-vos.
Faço um exemplo.
Agora, não sou jornalista. Uma vez quis e até fui durante um bocadinho em Itália. Depois aconteceu a vida e deixei-me disso, mas fiquei com a ideia das dinâmicas de uma redação.
Então, poxa, deve haver algum jornalista-mãe ou pai que agora está a lutar com a cena dos manuais escolares "gratuitos" (ya, porque se tiveres que os devolver no final do ano, não são gratuitos, são emprestados). Ou algum jornalista amigo de alguém que esteja a levar com isto. Alguém que em reunião de redação diga: "hey! porque é que a gente não faz uma bela reportagem sobre esta ganda salganhada?!!"
Certo? Bem, devo andar muito despassarada mas ainda não li, nem vi nenhuma reportagem aonde se conte o que se esta a passar como deve ser.
Como é possível? Encontrei algumas listagens do que não está a correr bem, das queixas que há para com a plataforma MEGA e tal (aqui). Mas ninguém que me explique o porquê?
Porquê a pouquíssimos dias do inicio da escola ainda há toneladas de miúdos por receberem os livros?
Porquê há escolas a emitir vouchers se estes deviam ser emitidos pela plataforma?
Porquê nas escolas não há gente informada o suficiente a atender os pais/alunos?
Porquê ninguém atende aos telefones!?
Porquê se as escolas podem emitir vouchers depois estes podem ser anulados pela plataforma?
Porquê se as escolas emitem os vouchers estes até podem vir para livros que não constam no programa?
Porquê há pais com NIF confirmado com a escola a receberem os vouchers por email, pais que não confirmaram a receber o email para levantar os vouchers na escola e pais que não receberam um "cazzo di niente", nada?
Aonde é que está o nó dos erros deste sistema?
Eu queria saber. Porquê não me contam?
Será mesmo que antes de saber essas coisas todas, o que não funciona no país, nós povinho, gostamos de saber da feira da cataplana de porco na santa terrinha à beira rio?
Será que tenho de ouvir em loop o que se passou com a Serena Williams a sua linda raquete em cada edição do jornal mas haver um follow up disto, nada?
Porquê?
É que, realmente, o telejornal português nunca mais acaba! Há tempo de antena para todos os gostos!
Amigas e amigos, digam-me, porquê? A serio. Tenho um profundo interesse até antropologico nisto, não estou a brincar e não me levem a mal. 
Vinda de um país de guerras e polémicas para tudo e mais alguma coisa, se na carbonara vai o "guanciale" ou a "pancetta" (mas não, natas *NUNCA*), eu não entendo porque os conflitos deste pais, que existem, caramba, são tão pouco noticiados.

Saturday, September 8, 2018

Mammammamma.

Noi, adulti scemi, che ti facciamo gli schemi cuciti sugli altri bambini, come i vestitini dei tuoi fratelli.
Tu, dolcina mia, che hai imparato a dire "mammammmamma" come se lo dicessi da sempre.

Sunday, August 19, 2018

Peixes e pontes.

Há uns dias estava na rua com a Alice. Vinha uma mãe muito séria, conversando com o filho, uns 6, 7 anos: "ó filho, não vou comprar essa coisa que alimenta o peixe enquanto a gente está de férias. Já viste o que custa aquilo? Sai muito mais barato comprar outro peixe depois."
E nada. Não, não me parece que estivesse a brincar.
E pronto.
Depois passam anos e os miúdos crescem e até ficam em cargos importantes, que têm de decidir se fazer a manutenção a uma ponte como deve ser, ou se sai mais barato esperar que caia.
Não sei. Provavelmente exagero.
De certeza o peixinho vai ficar com a avó.

Friday, August 17, 2018

Ieri è spuntato il tuo primo dentino, ormai stai seduta da settimane, da una circa ti giri e rigiri nel letto e ti piace dormire a pancia in giù, sempre che tu riesca a prendere sonno; le tue manine si aprono meglio e vuoi già assaggiare di tutto.
Sei già una bebè grande e non riesco a non pensare di non aver perso qualcosa di te di quando eri ancora più piccina, quando ho tenuto il respiro per sopire le mie paure, dottori maledetti.

Friday, August 10, 2018

Ancora Edipo

Per il nostro matrimonio, "sem igreja, nem convidados", solo noi.
Mamma, canta, ho finito, ora ci possiamo sposare.

Wednesday, August 8, 2018

Mio nonno Nino.

Il mio nonno Silvio, detto Nino, socialista. Oggi avrebbe compiuto 95 anni. Era lui che diceva: la  vita è un lampo e il  culo è uno stampo, ovviamente in ferrarese stretto, che io non ho mai parlato bene bene, figuriamoci dopo tanti anni via.
Dopo l'8 settembre è scappato. Finita la guerra, ha trovato lavoro al dazio, portava a casa un sacco di mortadella ed era quel che più si mangiava a casa Sarti. Quando portava a casa lo stipendio, mia nonna Dalmera, detta Elda, socialista, lo aspettava sulla porta per farsi consegnare il malloppo, da brava economa domestica. Si volevano bene, fumavano come i turchi e adoravano la scala40.
Se n'è andato sotto capodanno, ero grande io grosso modo come Alice ora. Quando sono nata, era lui che veniva al grattacielo ad aiutare mia mamma e a portarle la spesa. Le sue figlie lo ricordano con tanto amore, un bravo uomo e papà, ma io vorrei sapere tante più cose di lui.
I nonni dovrebbero restare, ecco.

Failing, cheating.

Stasera, a luci spente, mi hai chiesto se i mostri, alla fine, non esistono solo nel mondo di Scoobidoobiidoo.
Io ti ho detto di sì. <>
Non c'è la facevo proprio a dirti che invece in questo esistono, eccome. E che brutti che sono.
Non sapevo come fare, a dirtelo senza rovinare i tuoi benedetti sogni di quattrenne, spericolata anima dolce.